Ao vivo

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– Nada de Taylor Swift nem de BTS nem de Anitta. O fenômeno da música que está enlouquecendo os brasileiros é outro. E hoje tem show na cidade! Quem vai contar melhor essa história é nossa repórter Adriana Azevedo, que fala ao vivo agora lá do Mané Garrincha. Adriana, é com você!

– Obrigada, Igor. Sim, olha o tamanho dessa fila! Já deu duas voltas completas no estádio e não para de chegar gente. Tudo isso pra ver essa banda que não é nova, mas recentemente voltou a ser uma obsessão dos brasileiros. Sim, estou falando do Emprego. E tem gente que está acampado há meses em frente aqui ao Mané Garrincha. Olha as barracas. Há quanto tempo vocês tão acampados aqui?

– Tem quase dois meses. Desde que a gente soube que o Emprego vinha pra cidade, a gente já correu e acampou aqui.

– E não cansa?

– Caaaaansa! Mas pra ficar na primeira fila e ser notado pelos meninos do Emprego tem que se sacrificar. Olha o tanto de gente. Se não chegar cedo…

– E, olha Igor, você pode ver que um diferencial dessa banda é o público bem diversificado. Tem gente jovem, tem gente mais velha, homem, mulher, gente com roupa casual, gente de terno e gravata… Vamos conversar com esse senhor aqui. O senhor é fã do Emprego há muito tempo?

– Ah, sim. A primeira vez que ouvi faz mais de 30 anos.

– Então já teve a chance de ver o Emprego ao vivo antes.

– Sim, já vi muitas vezes. Mas estava sentindo falta. A última vez faz dois anos já.

– E o repertório? Gosta mais das músicas atuais ou das mais antigas? Qual é a sua preferida?

– Ah, as mais antigas eram bem melhores. A que eu mais gosto é Carteira assinada. Pena que agora não é todo show que toca. E ouvi dizer que a banda ficou meio preguiçosa. Dá uns shows curtos. Antes, duravam mais tempo. Mas continuo fã.

– Muito obrigada e bom show. Agora, me acompanha aqui, quero mostrar um lado curioso e, eu diria, triste desse show, que é a reclamação dos ambulantes. Um pouco antes da gente entrar ao vivo, eu tava falando aqui com o João e ele me contava que as vendas tão muito fracas. É isso mesmo, João?

– Fraco demais. Fiz aqui um bando de camiseta, olha, I love Emprego, Make Emprego great again, e não vendi nenhuma. Acho que os fãs dessa banda são pão-duro ou tão sem dinheiro. Mas vou ficar até depois do show, pra ver se o pessoal anima e compra depois de ver o Emprego.

– Boa sorte, João. Bom, o Emprego toca logo mais, a partir das… espera aí, parece que está tendo uma confusão ali, uma gritaria. Vamos tentar descobrir o que é. Com licença, com licença, sou da imprensa, com licença, deixa a imprensa passar. O que tá acontecendo?

– Esse cara aqui tá dizendo que não tem lugar pra todo mundo! Que não vai dar pra todo mundo entrar! Como assim?!

– É! Que pouca vergonha é essa? A gente tem ingresso, tem que entrar!

– Oi, você trabalha na PG Produções?

– Sim.

– E é isso mesmo? Não vai ter como todo mundo entrar?

– A gente achava que cabia mais gente, mas foi preciso fazer uns ajustes e não podemos usar o estádio todo. Então, sim, eu não queria, por mim deixava todo mundo entrar, mas vai ter de ficar muita gente de fora, infelizmente, tá oquei?

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