O dia em que os Stone Roses imitaram o inimitável Roberto Carlos

Este post é o fim de um tormento que me acompanha desde 1995, quando ouvi pela primeira vez o ‘Second Coming’, segundo disco da cultuada banda inglesa Stone Roses. Estava lá no meu velho Escort curtindo o CDzinho quando começou a rolar ‘Straight to the man’, musiquinha pra lá de gostosa, que faz você balançar a cabeça e arriscar umas jogadas de ombro. O estranho, porém, é que apesar de escutar a música pela primeira vez, eu sabia como a melodia da estrofe ia terminar. O Ian Brown ia cantando e eu ia cantarolando junto. Eu conhecia aquilo, a música já existia! Mas o encarte informava que não, que aquela canção era nova e dos caras.

Conversando com meu amigo Maurão, lembramos que uma banda de Brasília, o Akhenaton, tocava uma música do Roberto Carlos em que o vocalista, o Celso Araújo, cantarolava essa melodia na introdução, fazendo um “papapara” com a voz. Talvez, então, os Stones Roses tivessem plagiado o RC, mas qual seria a música imitada? Não lembrávamos. O tempo passou e virava e mexia, essa dúvida voltava a me assolar. Com a popularização do YouTube, eu passei a dar play em músicas do Roberto na esperança de ouvir a familiar melodia em alguma delas. Cantava em mesas de bar para amigos, alguns achavam realmente que já tinham ouvido, mas ninguém, nem o Fernando Rosa, conseguia me dizer qual era a música que eu procurava.

Eis que, então, dia desses, o Ju, meu irmão, entra num bar e o DJ solta a canção. Em vez de um papapara com a voz, um arranjo de metais fazendo a melodia que Ian Brown canta em ‘Straight to the Man’. Ju, sabendo da importância dessa informação para mim, corre até o DJ e pergunta o nome da faixa. Fim do mistério: ‘Não há dinheiro no mundo que pague’, canção maneiríssima do disco (vejam a ironia) ‘O inimitável’, do Rei. Finalmente, eu posso dizer pros amigos no bar e pros leitores do blog: “Sabia que o Stone Roses plagiou uma música do Roberto Carlos? Ouve a melodia de voz de ‘Straight to the man’ e compara com o arranjo de metais de ‘Não há dinheiro no mundo que pague’…”

Ouçam, amigos. Comparem:

Primeiro, os ingleses (só precisa ouvir os 35 primeiros segundos):

Agora, o Rei:

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