Paul, o polvo; pajelanças e a expansão do Universo

Vocês provavelmente viram as notícias sobre o polvo vidente de um zoológico alemão. O bichinho que acertou quem ia ganhar os jogos que a seleção de seu país fez na Copa. Todo dia de partida, davam comida para Paul (é o nome do bicho) dentro de duas caixinhas, uma com a bandeira da Alemanha estampada e outra com as cores da nação adversária. O molusco espertalhão acertou todas. Abriu a caixinha com a bandeira de seu país nos dias de vitória e preferiu as dos adversários nos dias em que os germânicos acabaram derrotados.

Não sei vocês, mas eu acho isso incrível. Como é que pode o polvo sempre acertar? Eu confesso que sou fascinado por esses acontecimentos para os quais a única explicação lógica é uma baita coincidência. Mas coincidência de com força, sabe? Daquelas que fazem você exclamar: “Mas é muita coincidência, não pode ser!”
Sou tão fascinado por essas coisas que nunca me esqueci da notícia mais incrível que li até hoje. Não recordava muito bem o ano e o local, mas o Google me ajudou. Foi em 1998, em Roraima. O fogo consumia havia dias um pedação de floresta, e os bombeiros não conseguiam apagar as chamas. O tempo não ajudava, e o governo – acho que o federal mesmo – chamou dois pajés caiapós para fazerem uma pajelança chamando a chuva. Se não me engano, até ofereceram uma graninha se o trabalho desse resultados. Os dois foram lá, fizeram seus rituais e pronto. No dia seguinte choveu. Choveu! De verdade. Não é zoação. Não é muita coincidência? Tanta que acho que os pajés realmente devem ter sido responsáveis pela chuva.
Sou agnóstico. Não sei se acredito ou não em Deus, pelo simples fato de não ver motivos nem pra ter certeza de que ele existe nem pra ter certeza de que ele não existe. Mas tendo a acreditar que há mais coisas entre o céu e a terra do que blábláblá. E há duas coisas me fazem sempre voltar a pensar nessas coisas a mais que existem entre o céu e a terra: as baitas coincidências e o espaço sideral.
Uma lua cheia bem grande e amarela sobrevoando a cidade é o tipo de coisa que me faz continuar agnóstico e não aderir de vez ao ateísmo. Olho pra ela e me pergunto: “Como é que pode?” Nessa, não consigo descartar a possibilidade de Deus existir. Agora, li recentemente outra notícia intrigante. Cientistas estão construindo um telescópio pra estudar a tal da energia escura. É o seguinte: até uns 10 anos atrás, os físicos diziam que o Universo foi criado com uma explosão e passou a se expandir. Mas, como há muita matéria no Universo, logo há muita gravidade, que, obviamente, deve frear essa expansão. Eis que, então, eles descobrem que não, que o Universo está se expandindo cada vez mais rápido. Espantados, alguns chegaram à conclusão de que isso só pode ser possível se houver uma forma de energia desconhecida dando uma forcinha pro Universo. Seria a tal da energia escura. Não é bizarro? O Universo se expandindo cada vez mais rápido, up up and away? Como é que pode?

* Nada garante que na próxima semana haverá outra crônica
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2 Responses to “Paul, o polvo; pajelanças e a expansão do Universo”


  1. 2 Beto Só 01/09/2010 às 03:42

    >Brigado, Ana! Volte sempre.


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