Questionário

Na semana passada, o Jornal de Brasília enviou algumas perguntas para mim e o Frank Jorge, por conta do início do projeto Solitários Incríveis. Como não couberam todas as respostas, coloco a íntegra da minha parte (isso é que é falta de inspiração para um novo post!).

O que é ser um “solitário incrível”?
Caramba, não estava preparado para essa pergunta. Mas acho que o ser humano é, por essência, um solitário incrível. Somos únicos e especiais, pelo menos eu acho.

O que ouve um “solitário incrível”?
Frank Jorge e Beto Só.

Existe uma ponte Porto Alegre – Brasília na música brasileira?
Deve ter. Algumas das coisas que mais gosto de ouvir atualmente vêm de Porto Alegre. O próprio Frank e o Superguidis, que é de Guaíba, na verdade. Me identifico muito com o Nei Lisboa também, que despertou em mim a vontade de ser um cantor e compositor solo.

O formato acústico é solitário por excelência? Ou não necessariamente?
O acústico radicalizado é um cara e seu violão, né? O acústico chama a atenção para a composição, para a canção, que na grande parte das vezes é criada de forma solitária. Mesmo quando componho em parceria, preciso de um momento sozinho.

Quem, nessa ponte Brasília-Porto Alegre, você admira musicalmente (pode citar de lá e cá)?
Já citei ali atrás minhas preferências no Sul. Em Brasília, cuja cena conheço mais, admiro muita gente. Disco Alto, Watson, Cine Hits e Phonopop são minhas bandas prediletas atualmente. Pra esse projeto, já convidamos o Carlos Pinduca, pra mostrar as canções que compôs quando estava no Maskavo Roots e no Prot(o). Gosto muito do Cláudio Bull (Superquadra) também.

Pampa e cerrado: o que sai desta união?
Difícil essa. Parece uma união complicada, algo que já tem uma tradição com algo que ainda busca sua identidade. Os gaúchos têm um orgulho de serem gaúchos que os brasilienses ainda não conhecem. Mas Brasília tem a chance de apontar para o novo. Por isso, acredito que seja uma troca saudável.

Diga 3 canções de amor perfeitas (pode justificar brevemente)
“Between the Bars” (Elliott Smith). Etílica e esperançosa. Linda!
“Far from me” (Nick Cave). Realista e emocionante. O amor do começo ao fim.
“Why can´t I be you” (The Cure). Feliz e divertida como a paixão correspondida.

Cite 3 canções de fossa perfeitas (pode justificar brevemente)
“De tanto amor” (Roberto e Erasmo Carlos). A minha preferida deles.
“For no one”. É Lennon e McCartney, né? Arrasadora.
“C’mon Billy” (PJ Harvey). Amor feminino, desesperado e intenso.

Como vai ser o mundo sem Michael Jackson daqui para frente?
Acho que igual. Não via ele como alguém que estava fazendo a diferença, inovando. O legado dele já foi deixado.

Qual a sua predileta do Michael Jackson?
Ben.

Como anda o mercado da música em sua cidade?
O mercado aqui é no máximo uma feirinha hippie.

Quais seus últimos projetos?
Esse show acústico já é a preparação do meu próximo CD, que quero gravar no ano que vem. Ele será gravado nesse formato e com esses músicos (Ataide Matos, no violoncelo, Ju, na guitarra, e eu, na voz e violão). Estamos preparando músicas novas que vão sendo incorporadas no repertório do show à medida que ficarem prontas até termos todas as canções do disco finalizadas.

O que você andou lendo que tenha influnciado sua música?
“Amor líquido”, do Zygmunt Bauman me marcou e resultou numa canção dessa safra nova, chamada “Rumo ao futuro”.

Como a temperatura e o clima de sua cidade influencia sua obra?
Quando tá frio, gosto de dirigir mais devagar, ouvindo músicas tristes. Acho que fico mais animado pra compor.

É mais fácil (melhor, pior) compor na secura ou na umidade?
No seco.

Se tivesse a chance de ser outra pessoa durante uma semana: quem seria?
Ficaria com medo disso e recusaria a oferta.

Qual a canção de outrém – se pudesse escolher para si – você gostaria de ter feito? Por quê?
Eu gostaria de compor “O Vencedor”, do Los Hermanos, que tem uma letra provocativa, fundamental pros dias de hoje. Também queria ter composto “Saturno”, música do Fernando Brasil e Carlos Pinduca, do novo disco do Phonopop. É linda demais. O irônico é que o Fernando me mandou a música para eu por a letra e não consegui. O Pinduca fez e mandou bem demais.

Cite um álbum que represente o seu “eu”.
É o meu primeiro mesmo, Lançando Sinais, de 2005. Tem umas letras tão confessionais que dá até vergonha hoje em dia.

Cite um filme que é o roteiro (ou quase) de sua vida.
“O mito do orgasmo masculino” (John Hamilton). Minha vida e angústias até os meus 30 anos mais ou menos.

Que episódio da múisca gostaria de ter vivenciado de pertinho?
Acho que nenhuma em especial. Gostei de acompanhar o rock brasileiro dos anos 80. Não sou tão tarado assim por ídolos das antigas, sonhando em vê-los tocar ao vivo. Lamento um pouco não ter visto Elliott Smith ou Smiths ao vivo, mas nada muito grave.

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