Baladas

Foi lendo ‘Seis propostas para o próximo milênio’, de Ítalo Calvino, que topei com uma frase que se tornou referência para mim: “A melancolia é a tristeza que se tornou leve”. Para Calvino, a leveza deve ser um dos nossos objetivos quando escrevemos. Ela é superior ao peso. Da mesma forma, a melancolia ultrapassa a tristeza. Desde então, sempre que me chamam de melancólico, sorrio. De triste, franzo a testa.

Lembrei disso agora, depois de ler no blog de Marcelo Costa, editor da Scream and Yell, uma discussão sobre quais seriam as melhores baladas do rock nacional dos anos 2000. Na relação, várias canções que têm o poder de nos deixar felizes e molhar as bochechas ao mesmo tempo. Afinal, as boas baladas parecem ser a materialização da melancolia, essa tristeza quase gostosa que adoramos cultivar para não perdermos contato com a poesia do mundo.
Talvez esteja na diferença entre melancolia e tristeza a explicação sobre a pobreza estética do emo… não sei. Mas isso não importa neste momento. Queria mesmo deixar a dica da lista feita pelo Marcelo, que inclui a nossa ‘O tempo contra nós’ — também citada numa listona que o pessoal do Alto Falante postou por lá. Vocês podem também participar do debate, que tá bacana.
Abraços!
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