Finalista no Prêmio Dynamite!

Prêmio Dynamite 10 anosQuando eu achava que a repercussão de ‘Ferro-velho de boas intenções’ já tinha dado tudo que podia, chega essa notícia maravilhosa: o disco é um dos finalistas do Prêmio Dynamite, iniciativa que busca contemplar o melhor da música independente brasileira.

Estamos concorrendo na categoria Melhor Álbum Pop, o que significa ter entrado em uma lista cheia de feras, como Apanhador Só, Eddie, Lirinha, Mundo Livre S/A e outros. Confira os 20 finalistas aqui.

Quem quiser votar (tem várias outras categorias) só precisa ir ao site do prêmio e fazer um cadastro simples. O processo rola até 15 de maio.

Obrigado a quem ajudou a gente a chegar até aqui!

Um abração.

Entrevista na Cultura FM

Amigos, sou convidado do programa Papo de Esquina, na Cultura FM na quinta-feira 12 de abril. Quem quiser conferir, é só ligar o rádio ao meio-dia e sintonizar em 100,9. Isso pra quem é de Brasília. Outra opção é ouvir pela internet, clicando aqui.

Show em 12 de abril

Disco no YouTube

Amigos, pra quem ainda não sabe, o disco ‘Ferro-velho de boas intenções’ pode ser ouvido também no YouTube. A vantagem é apreciar as belíssimas ilustrações que Fernando Lopes fez para o encarte da versão física. Há uma ilustração para cada música, como essa aí embaixo, de ‘Pronto é ilusão’, uma parceria minha e do amigo Fernando Brasil.

Pra ouvir o disco todo, cliquem aqui.

Abraços!

“Bonito álbum”

O blog Música Para Seus Ouvidos incluiu ‘Ferro-velho de boas intenções’ em sua retrospectiva de 2011. “Bonito álbum do Beto Só. Bem pessimista e autocrítico, o cantor brasiliense vai cuspindo suas palavras de melancolia em melodias tocantes e momentos que realmente sensibilizam”, escreveu Felipe Queiroz.

:-)

Uma música perfeita com um arranjo perfeito

 

Resenha na Billboard

Outra grande notícia nos chega esta semana. A Billboard resenhou nosso ‘Ferro-velho de boas intenções’ em sua seção de lançamentos. Divido o texto de Rodrigo Ortega com vocês, amigos:

“Nos tempos em que até os sertanejos só querem falar sobre se dar bem na balada, por onde é que anda a saudade? O nome do cantor brasiliense, Beto Só, e do seu terceiro disco, ‘Ferro-velho de boas intenções’, já deixam claro que a alegria desmiolada vai passar longe das suas dez canções. Ele destila sem pressa nostalgia, arrependimentos e melancolia — mas também uma dose de coragem para enfrentar os “tempos ruins”. As boas letras são carregadas de uma base de folk (Nick Drake, Neil Young) e britpop (Coldplay pré-dominação mundial). A boa produção, por conta de Philippe Seabra (da Plebe Rude), não economiza em doces-amargos arranjos de cordas, violões e pianos. E uma guitarrinha distorcida pra machucar o coração.”

Recomendado pela Rolling Stone

A edição de fevereiro da Rolling Stone brasileira recomenda ‘Vivendo no escuro’, uma das músicas de nosso mais novo disco, na seção “Ouça também”. Leonardo Dias Pereira escreve:

“Muita densidade e refinamento é o que Beto Só impõe às suas canções. Em Ferro-velho de boas intenções ele potencializa essa equação com melancolia e letras cheias de sentimentos ambíguos, falta de esperança no amor e certa negatividade rondando o ambiente.”

Vocês podem ouvir a música indicada no vídeo abaixo e de vários outros jeitos, como baixando o disco clicando na capa à direita ou visitando nossa página na Trama Virtual.

Resenha no NegoDito

O site Negodito publicou uma resenha de ‘Ferro-velho de boas intenções’! Divido o texto com vocês, que pode ser lido no site de origem aqui. Abraços!

Assim Beto Só floresceu sem ensolarar-se

Por Junior Bellé

Beto Só ainda é tristeza e solidão, mas no Ferro Velho de Boas Intenções, triste e solitário, só é catarse. O verdadeiro mérito deste disco está em sua potencial fusão transformadora. Caso não a descubra ou sinta durante a primeira audição, dê o play novamente e vasculhe a voz suave atentando para os verbos cantados após longos silêncios. Ele é simplesmente melancólico se não tiver uma segunda chance. Este terceiro disco foi novamente produzido por Phillippe Seabra, do Plebe Rude, e lançado pelo Senhor F, como de costume.

Como de costume exige, na ponta da linhagem do compositor cuja arte não conhece contemporâneos, atenção e silêncio para que se possa escutar o fracasso cantando-se fracassado, como não poderia deixar de ser, é preciso curti-lo profunda e demoradamente para que preencha os espaços que lhe cabe, mature e transforme. Está melhor. Não diferente. Melhor. Na trilha sonora de agora não é mais permitido reducionismos ou redundâncias. A mesma dor já calma, do coração, do futuro e da alma cantada em tom sereno, pois maturando na toada triste durante dois discos, compreendeu-a imperfeito. Assim Beto Só floresceu sem ensolarar-se.

Diferente de Dias Mais Tranquilos (2008), não se trata de um disco sorumbático, talvez seja inclusive levemente otimista. Há uma poética carregada em aspirações imagéticas que pede movimento, ainda que pesarosa reitera sua necessidade, incentivo tímido, porém sincero, a reencontros e descobertas. Se isto é importante para você, escute as 10 músicas que te encontrarão.

Mas ele não precisou redescobrir timbres, tampouco cadências, elas ainda soam como antes distantes um acorde e meio do que pulsa no seu peito, e do que Beto Só sabe tornar intenso, sabe que é necessário tornar intenso. Caso duvide, pule até a oitava faixa, Poema Rejeitado e mensure por conta própria. Merece destaque, da mesma forma, a canção que empresta o título ao disco.

Gatilhos criativos – ‘Lançando sinais’

Mais uma da série gatilhos criativos. Lembro que depois de ler o trecho abaixo de Oceano Mar, de Alessando Baricco, ficquei com muita vontade de fazer uma música. Era 2004, e o resultado foi ‘Lançando sinais’, a música que deu nome ao meu primeiro disco, lançado no ano seguinte.

“Terminada a carta, Bartleboom guarda-a dentro do envelope e se estica até debaixo da cama, para pegar uma  pequena caixa de madeira. Abre-a e joga a carta lá dentro, onde estão muitas outras cartas escritas por ele, igualmente abertas e sem remetente. São cartas de toda a sua vida endereçadas à mulher de sua vida, a qual espera encontrar em breve. Ele ainda não a conhece, mas tem certeza de que um dia a encontrará, e quando isso acontecer ele pegará sua caixa de cartas e dirá: “Olá. Isto é pra você. Esperei por você minha vida inteira”. Ela então abrirá a caixa, lerá todas as cartas e, surpresa com toda aquela vida que ali surge diante de seus olhos, dirá:

- Você é louco.

E o amará para sempre.”

A música ficou assim:

Lançando sinais

Onde está?
Onde mora você?
Aonde vai quando sai?
Eu não sei

Qual o seu nome?
Qual a cor do seu corpo?
Quantos anos tem?
Eu não sei

Lanço sinais
Lanço sinais
Até o dia de te encontrar

Se vai gostar
Se vai sorrir
Se vai dizer coisas boas
Isso eu sei

Só não me perca
Porque você não me vê

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No Jogo de Cena (Brasília, outubro de 2011)

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